O que te motiva?

Estamos em Novembro, e com a chegada do final do ano, vejo a academia cada vez mais lotada de gente super animada e “motivada” a suar até que a última gota de gordura tenha evaporado na atmosfera. Pelo menos é o que parece à primeira vista.

A verdade é que daqui a pouco tempo (pouco mesmo, menos de dois meses) mais da metade dos entusiasmados novos alunos já terão desistido dos seus projetos e aspirações, frente à dura realidade do treinamento.

Sejamos francos, quantas vezes você já prometeu parar de comer chocolate, tomar cerveja, cair na balada, começar a treinar, e abandonou a promessa logo em seguida?

Eu sei que eu já fiz isso mil vezes, e depois de um tempo comecei a me perguntar o porquê.

Geralmente quando a gente faz esse tipo de promessa, resolução de ano novo, o que seja, temos um objetivo grande como agente motivador da decisão.

Por exemplo: Quero emagrecer 4kg por isso vou parar de comer chocolate!

Queria eu que fosse tão fácil assim resolver parar de comer chocolate e magicamente perder 4kg. Não é assim que funciona. Você vai parar de comer chocolate no primeiro dia e.. Nada. Primeira semana… Nada. Primeiro mês… Nada! Quando você menos perceber já está comendo chocolate e aceitando seus 4kg a mais na balança. Acreditando que não consegue emagrecer mesmo.

Outro exemplo que eu adoro: Quero estar sarada no verão, por isso vou entrar na academia agora em Novembro.

Você vai começar a malhar e… Nada. Primeiro mês… Nada! Vai chegar o verão, 3 meses depois e… NADA! Com certeza você vai largar a academia totalmente frustrada com a falta de resultado, acreditando que não consegue, e ainda vai compensar todo o esforço do “Projeto Verão” se jogando nas festas de final de ano.

O problema é que, nos dois casos o fator de motivação escolhido (perder 4kg, estar sarada no verão), são o produto final de um longo e complexo processo de mudança de atitude, que envolve pequenas conquistas e também pequenas frustrações.

O objetivo é grande, enorme, e sempre que comparado à realidade, gera uma frustração que é do tamanho dessa diferença.

É como se eu, personal trainer, decidisse hoje que tenho que ter 10 milhoes de dólares e uma Ferrari. Para isso, eu sei que tenho que trabalhar muito.

Amanhã eu vou acordar e… Nada. Daqui a um mês… Nada. Daqui a um ano… Nada.

Se eu ficar todos os dias comparando o que eu tenho com o objetivo gigante que eu escolhi, vou desistir antes mesmo de começar a ver resultados.

É aí que encontrei o segredo para me manter motivado num programa de treinamentos e qualidade de vida. Focar e valorizar as pequenas conquistas de cada dia, cada semana de treinamento. Todas elas vão te levando cada vez mais para perto do seu objetivo, naturalmente.

Hoje você conseguiu correr um pouco mais, amanhã aumentou a carga em um exercício, na semana seguinte aprendeu um novo movimento que nem imaginava poder fazer, fez um sanduíche novo com pão intgral que até ficou gostoso, fez uma caminhada gostosa na praia e não ficou dolorido. Cada uma dessas conquistas deve ser valorizada pelo que é, um aprendizado, um pequeno degrau em direção ao objetivo distante e gigante que está lá.

Veja que em nenhum momento eu falei em “Perdeu 200g”, “Ganhou massa magra”, “Aumentou o Vo2 máx”. Essas são as pontas do iceberg, os resultados que virão sem você nem pensar!

Aprenda a focar e gostar do processo. A valorizar cada uma das etapas conquistadas durante esse processo, e com certeza o fim será exatamente aquele que você estava querendo lá no começo.

Imagine o treinamento como uma longa viagem, você sabe que o destino vai demorar a chegar então começa a prestar atenção às paisagens, às pessoas que encontra, às diferentes comidas que acaba conhecendo durante o caminho. Quando você menos espera já está chegando ao destino.

Pense nisso e Movimente-se!

Seu personal trainer,

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